quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Era noite, por volta das 20 horas. Vagava pelo centro de Itabuna a procura de algo que me consolasse naquele momento. Não vivia uma fase muito agradável, era período de cursinho, muitos estudos e pouco divertimento. Decidi voltar para casa, morava em um bairro chamado Castalha, de classe média. A casa obviamente não era minha, nesse período não possuía dinheiro nem para um caramelo. Morávamos eu e mais alguns colegas, juntamente com a dona da casa que fizera o local de pensionato e alugara os quartos. Minha vida nesta noite tomaria outros rumos.
Estava na sala assistindo TV quando o telefone tocou. A velhinha que era a dona da casa atendeu, e logo depois de um minuto me chamou. Era meu pai, homem tranqüilo, da voz mansa e muito bem humorada. Era rotina telefonemas do meu pai. Atendi tranquilamente como de todas as outras vezes, esperando nada mais do que um “como você está?” e “estou com saudades”. Mas uma surpresa tinha sido reservada para mim, e que bela surpresa.
Ele foi rápido e direto na notícia. Tinha sido aprovado no vestibular da Uesb. Meu coração rapidamente se encheu de alegria e uma sensação de orgulho me veio dos pés a cabeça. Lembrei dos momentos de cursinho, lembrei que todos aqueles momentos seriam deixados, nada mais de Física ou Química, agora seriam leituras, escritas e muitos desgostos com a faculdade que cursaria. Recebi ainda os parabéns da minha mãe, e logo depois de desligar o telefone corri para rua em busca de uma Lan House. Precisava ter certeza, era necessária a comprovação. Quantas bocas eu calaria, quantas pessoas se sentiriam orgulhosas e quantas outras se surpreenderiam. O primeiro computador que encontrei, logo apossei e fui em busca do meu nome na lista de aprovados. E lá estava: Tássio Vianei Viggiato Dantas. Mais um momento de felicidade e glória, sentimento de dever cumprido.
Agora era só juntar as tralhas, tomar o rumo para minha cidade natal, Eunápolis, e esperar o dia da matrícula para se tornar um universitário. Ás 23 horas já estava na cama e tinha sonhos com o meu dia.
Tássio Viggiato
domingo, 4 de outubro de 2009
Apego a solidão
Era uma tarde de domingo normal para qualquer pessoa comum, menos para ela que nunca deixava de sair. Ela sempre dava um jeito de não ficar em casa, nem que fosse apenas na casa das amigas botar as fofocas em dia. Ela acordou ao meio dia, como era de costume em quase todos os os domingos e recebeu telefonemas dos amigos chamando-a pra sair, mas sabia que teria que tomar uma decisão, não tinha como adiar mais, precisava parar um pouco para colocar os estudos em dia, além do mais ela teria 2 provas durante semana, por isso resolveu que ia ficar em casa, desligar o celular para não cair em tentações e iria se concentrar ao máximo para conseguir fazer os textos para disciplina de narrativas jornalísticas. A primeira vez a gente não esquece

quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Assalto rápido, confusão certa.
Era aproximadamente 22 horas, uma multidão se aglomerava em frente a uma casa de muro alto, cor vermelha. O tom da conversa era de perplexidade, e a cada momento gestos agressivos apareciam. Estavam na Rua Augusto Seixas, no Bairro Recreio. Há pouco instantes um furto tinha sido cometido. Uma senhora já de idade que transitava pelo bairro foi surpreendida por um rapaz alto, de pele branca e cabelos curtos, que roubou sua bolsa e correu em disparada. As pessoas visivelmente agitadas discutiam o acontecido e não se conformavam com o roubo.
O mesmo rapaz tinha invadido ainda a casa de muro alto e de cor vermelha, e levado alguns pertences. A dona da casa se mostrava muito horrorizada e chocada com o fato. Todos percebiam algumas lágrimas caindo no rosto da senhora. Alguns rapazes se dispuseram a ir atrás do assaltante e fazer o papel que não cabia a eles. A polícia já tinha sido acionada e em cerca de 20 a 30 minutos estavam no local. Os dois policiais começaram a fazer algumas perguntas para as vítimas e para algumas testemunhas e rapidamente acionaram o rádio da viatura passando informações sobre o suspeito. Quando os policiais colheram todos os dados necessários, saíram em busca do infrator e dos materiais roubados. Algumas pessoas em fim começaram a se mover do local do crime. Aquele enxame de pessoas e o “tsunami” de vozes começavam a sumir. Parecia que homens, mulheres e crianças que ali estavam retornariam as suas rotinas, depois da noite turbulenta.